ambiente
um restaurante solar
Com conceito e interiores pensados por Mariana Kraemer, designer autora do projeto original, em parceria com o arquiteto Daniel Fromer, o Maní tem ambientes abertos e integrados, fluídos e acolhedores. Os pergolados com galhos de jabuticabeira, as estruturas de madeira de demolição e as paredes de textura manual que remetem ao imaginário rural brasileiro são alguns dos traços identitários da estética do restaurante. O piso de rocha natural da Serra Gaúcha recobre o corredor de entrada, o primeiro e o último salão.
Na entrada, há uma área coberta de espera, à semelhança de “um calçadão”, separada do corredor por uma porta com vitrô colorido contemporâneo. Charmosas escotilhas nesse corredor permitem espiar o movimento na cozinha. No primeiro salão, o mobiliário assume a forma de um “banquete de bistrô”, com banco comprido e contínuo, estofado com um delicado tecido listrado em branco e vermelho, da Entreposto.
O bar do segundo ambiente tem um grande balcão em pedra branca bruta combinada com elementos minimalistas, como aço inox e espelho. Ao fundo, uma bandeira do artista Rafael Vogt, com desenho de traço fluído, dialoga com “a ideia de transbordamento e a tradição dos estandartes do neocroncretismo brasileiro”, na definição de Mariana Kraemer. “Soma-se a isso outra inspiração referenciada no trabalho de Olafur Eliasson, materializada em um grande refletor espelhado, trazendo à tona a poética do cotidiano no novo espaço”, diz Mariana. A taquara, revestimento típico da cultura caiçara paulista, foi aplicada no forro dos ambientes sem entrada de luz natural.Nesse salão do meio, novas cadeiras com braço e estofamento em couro, da Vessen, trazem mais conforto.