o maní

uma cozinha premiada

Chefiado por Helena Rizzo e Willem Vandeven, Maní serve comida brasileira contemporânea com ênfase em ingredientes orgânicos e de pequenos produtores

Foi da união entre Helena Rizzo, Giovana Baggio, Rafael Lima, Fernanda Lima e Pedro Paulo Diniz que o Maní nasceu, em março de 2006. A história do restaurante começa com a busca de Fernanda e Pedro por uma alimentação orgânica e mais natural. Por que não abrir uma casa com esse perfil? Depois de passar uma temporada na Europa, Helena voltou ao Brasil em 2004 e começou a considerar a proposta que a amiga Fernanda fizera tempos atrás.

No dia 3 de março de 2006, o Maní abria as portas. Um ambiente contemporâneo e de aura solar, em que a busca pela simplicidade e aconchego guiaram o projeto arquitetônico. No início de 2026, para celebrar duas décadas de existência, o restaurante passou por uma reforma que alterou o ambiente, incorporando novos elementos em diálogo com a arte contemporânea brasileira, preservando e reinterpretando o espaço original. Com conceito e interiores repensados por Mariana Kraemer, designer autora do projeto original, em parceria com o arquiteto Daniel Fromer, as mudanças têm como inspiração a poesia Pau-Brasil, lançada por Oswald de Andrade com ilustrações de Tarsila do Amaral.

Ambientes mais abertos e integrados, fluídos e acolhedores, guiam o conceito. Traços do projeto original foram mantidos, como os pergolados com galhos de jabuticabeira, as estruturas de madeira de demolição e as paredes de textura manual que remetem ao imaginário rural brasileiro. O piso de rocha natural da Serra Gaúcha, definidor da estética do Maní, agora recobre também o último salão. Novos materiais se somam ao espaço, como a taquara, revestimento típico da cultura caiçara paulista, aplicada no forro dos ambientes sem entrada de luz natural. O bar migrou do primeiro para o segundo ambiente e ganhou protagonismo, com um grande balcão em pedra branca bruta combinada com elementos minimalistas, como aço inox e espelho. 

Com a filosofia de servir os mais frescos ingredientes, numa experiência que combinasse técnica e memória afetiva; invenção e tradição, o restaurante se tornou um sucesso local e internacional. Manteve, contudo, os valores de sua fundação e cresceu –o grupo tem também a Casa Manioca (espaço de eventos), o Restaurante Manioca (nos shoppings Iguatemi e JK Iguatemi, além de uma unidade na Rua da Mata)  e a Padoca do Maní (com uma matriz na Joaquim Antunes e filiais no Shopping Iguatemi e na Rua da Mata).

Em 2013, após receber inúmeros prêmios nacionais e internacionais, o Maní passou a integrar o ranking anual The World’s 50 Best Restaurants, um dos maiores balizadores da gastronomia internacional. Em setembro de 2013, Helena Rizzo recebeu o prêmio Veuve Clicquot de melhor chef mulher das Américas e, em abril de 2014, o de melhor chef mulher do mundo. Na lista Latino Americana do 50 Best Restaurants, o Maní aparece desde 2013. Desde 2015, o restaurante tem uma estrela no guia Michelin.

Em 2017, o chef belga Willem Vandeven, com passagem por restaurantes europeus estrelados, como o francês Bras –três estrelas Michelin, do celebrado chef Michel Bras, em Laguiole–, passou a integrar a equipe Maní. Há quase três anos, Helena divide com ele a criação e o comando da cozinha. Com pratos que valorizam os ingredientes locais –sempre que possível, orgânicos–, o Maní tem um menu-degustação e um cardápio à la carte.